Carlos Araújo

“Minha ideologia é a literatura, minha identidade são os livros, meu destino é a escrita.”

Carlos Araújo é escritor e repórter. Nasceu em São Paulo (SP) em 1961. Linha de Frente – a épica história dos trabalhadores dos transportes de Sorocaba e Região: fortes e preparados (Loja de Ideias Editora) é o seu terceiro livro publicado. Antes dele, publicou Companheiros – A hora e a vez dos metalúrgicos de Sorocaba (2012), também pela Loja de Ideias, e o romance O Ódio Solto no Pasto (2022), pela editora Astrolábio, obra vencedora do Prêmio Sorocaba de Literatura 2023 na categoria romance / ficção.

Carlos Araújo se define assim: “Minha ideologia é a literatura, minha identidade são os livros, meu destino é a escrita.” Por sobrevivência, a literatura o conduziu à reportagem e, como repórter, faz da profissão o seu laboratório literário. Transpõe a realidade para a ficção e daí nascem seus contos e romances. Parte dessas obras aguarda oportunidade de publicação.

A vocação literária do autor teve origem na infância. Leitor compulsivo, entrou em contato com as grandes obras e autores de várias línguas e nessa galeria conheceu técnicas narrativas que o ajudaram a encontrar o seu estilo próprio de escrever. Para ele, o manejo das palavras é um processo tenso, uma espécie de luta estética e corporal.

A escrita de livros na categoria da pesquisa histórica como “Linha de Frente” é resultado do diálogo permanente da literatura com outras áreas do conhecimento. Nesse sentido, História e Filosofia também são alvos de atenção do autor e seus conceitos e lições se integram aos seus trabalhos literários e de reportagem com naturalidade espantosa.

“Linha de Frente” também é fruto da sensibilidade social do autor. De origem muito pobre, filho de pedreiro / poceiro e empregada doméstica, Araújo exerceu várias atividades antes da reportagem: ajudante de pedreiro e poceiro, office-boy, ajudante geral em chão de fábrica, balcão de bar, fotógrafo, corretor de imóveis, bancário.

Paralelamente, sempre foi muito devotado à educação regular e também ao aprendizado como autodidata. Cursou Jornalismo pela Universidade de Sorocaba (Uniso). Trabalhou em órgãos de imprensa como o Diário de Sorocaba, Cruzeiro do Sul e O Estado de S. Paulo (Estadão). Também atua em assessorias de imprensa.

Levando em conta a origem muito pobre e a travessia de obstáculos neste mundo hostil, Araújo não tem dúvida em atribuir a sua sobrevivência à educação, ao universo dos livros e à atividade literária. “A literatura me salvou”, ele comemora.


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